4 de set. de 2011

Chiando

Cachorros, cães, perros, dogs, chiens. Sempre fui louco por eles, desde pequenininho mesmo. Daquele tipo de loucura que mal vejo um Rottweiler desconhecido no meio da rua e, segundos depois, estamos os dois rolando no chão. A loucura talvez tenha aumentado mesmo depois que vim morar em Portugal e minha sobrinha monocromática, a Gaia, ficou em casa, no Brasil.

Pelo bem da minha integridade física (ou da integridade física dos Rottweilers), acabei por canalizar minha loucura na fotografia. Não posso ver um cãozinho com cara de pidão que já saco a câmera pra registrar. Abaixo, alguns cliques do último rolo que revelei:


Translation
Cachorros, cães, perros, dogs, chiens. I've always been crazy about them, since I was little. That kind of craziness that I can barely see a stranger Rottweiler in the street and, seconds later, the two of us are rolling on the floor. This craziness may have increased after I moved to Portugal and my monochromatic niece, Gaia, stayed at home in Brazil.

For the sake of my physical integrity (or the physical integrity of Rottweilers), I ended up concentrating my craziness on photography. I can barely see a dog with that innocent-wide-eyed expression and I’m already registering with the camera. Below, a few clicks of my last developed roll:




2 de jul. de 2011

Primavera em Praga

Praga é daquelas cidades tão lindas e tão encantadoras que te fazem esquecer de tirar a câmera da mochila pra registrar o momento. Pelo menos foi o que aconteceu comigo nessa viagem de maio. Eis alguns dos poucos cliques feitos com minha Fisheye.







16 de jun. de 2011

Bratislava expired




Fotos tiradas em maio, quando fui a Bratislava, com uma câmera de brinquedo de segunda mão e um filme preto e branco fora do prazo de validade - eis o motivo da ótima qualidade das fotos.

14 de jun. de 2011

Guimarães global

Não é nenhuma novidade que eu sou cearense (vide título do blog) e, apesar dos pesares, tenho muito carinho pela minha cidade natal, Fortaleza. Mas só me dei conta do quanto gosto mesmo dela depois que saí de lá. Ver fotos da Beira-Mar, da Praia do Futuro ou até mesmo de Paracuru é quase uma tortura pra mim. Em parte, claro, por Guimarães ser desprovida de litoral, mas não só por isso. A distância e o tempo nos fazem enxergar os defeitos com algum saudosismo.

Sim, eu sei que, quando eu voltar pra lá, a saudade se muda pra cá, e eu não quero pensar nisso no momento. Só em assistir no YouTube ao início da novela Como Uma Onda - que foi filmado em Guimarães - já fiquei todo bobo admirando o castelo, e olha que ele fica a menos de 15 minutos andando daqui de casa.

Com vocês, um pedacinho do charme vimaranense:

Ps: Vê-se que a novela é brasileira pelo beijo do casal português. Nunca vi um beijo assim por aqui. Nem nas ruas, nem nas novelas. As senhoras de Guimarães, no mínimo, seguiram a atriz com tochas e facões e queimaram-na viva em praça pública.

Ps2: Alguém me diz como é que a Globo conseguiu fazer uma cena de perseguição no centro histórico? As ruelas são tão estreitas que cinco pessoas andando juntas já parece uma passeata.

10 de jun. de 2011

Nightmare at honeymoon



Fiz essa foto no início do ano passado, ainda no Brasil, na altura em que o Pedro Henrique atravessou o Atlântico pra me fazer uma surpresa na festa do meu aniversário. Como bom amigo que sou, em troca, comprei um cigarro e uma cerveja e o forcei pedi para posar para essas fotos. Mal sabíamos nós que, meses depois, era eu quem atravessaria o Atlântico para vir morar na mesma cidade que ele (Guimarães) e que seríamos colegas de turma no mestrado.

A moral da história? Deitar-se de cueca ao lado de um boneco de um cadáver para seu amigo fotografá-lo é bom para o karma.

9 de jun. de 2011

Revista n*Style

Sempre gostei de revistas. Desde que me entendo por gente - ou até mesmo antes disso - pedia pro meu pai me levar à banca aos finais de semana e comprava 2 ou 3 exemplares sem dó. É claro que a gente cresce e o dinheiro passa a sair do nosso próprio bolso, e então o "sem dó" desaparece. Quando cheguei a Portugal, então, pirei. O lado bom: publicações de toda a Europa ao meu alcance. O lado ruim: é em euro, colega.

Foi então que conheci a Revista n*Style, publicação portuguesa de moda e estilo. Na verdade eu já tinha ouvido falar dela no Brasil, mas não tinha acesso à versão impressa. Ótimo material gráfico e ótimo conteúdo por um ótimo preço (2 euros cada exemplar).

Hoje comprei a última edição (Verão 2011) e me surpreendi com o editorial Unlike Any Other, clicado pelo fotógrafo Gonçalo Claro. Um dos trabalhos fotográficos de moda mais interessantes que vi este ano. Simples e direto, com direito até a um buchinho de cerveja do modelo em uma das fotos. Eu bem que queria postar todo o ensaio, mas sabe como são os direitos autorais, né? Então selecionei só algumas, torcendo para que o staff da revista não se importe.

n*Style #41 http://www.nstyle.com.pt/
Fotografia: Gonçalo Claro, Styling: Simonne Doret, Assistente de Styling: Ana Fontinha, Make Up: Rita Janeiro, Modelo: Berthold (Light Models).

 




 

 
Na verdade o ensaio tem apenas dois probleminhas. O primeiro, que provavelmente foi intencional, é que o modelo está com os mesmos acessórios (pulseiras) em todas as fotos. O segundo, que provavelmente não foi, é que nessa última imagem do post a foto da esquerda foi espelhada, deixando a marca da cueca (Diesel) ao contrário. O buchinho (na foto do meio) eu nem digo nada. Curti. Deu até um tchan underground ao ensaio. Um viva aos buchinhos de cerveja!